Andréia Perdida no Cais
10 jan
Ensaio assinado por Danilo Medeiros para divulgar a edição de dezembro do Projeto #1 Minuto Para Dança. O Cais do Rio Parnaíba foi o tema que encerrou temporada.
Mini Galeria com Andréia Barreto
10 jan
Ensaio assinado por Danilo Medeiros para divulgar a edição de dezembro do Projeto #1 Minuto Para Dança. O Cais do Rio Parnaíba foi o tema que encerrou temporada.
Mini Galeria com Andréia Barreto
2 dez
Maurício Pokémon foi o fotógrafo desta edição. #1MinutoParaDança encontrou-se pelas ruas do Barrocão com esse outro jovem talento teresinense.
30 nov
25 nov
A vida de Torquato Neto não interessa. Não interessa a vida de ninguém. Eu não aceito esse ponto de vista. Acho até que, em certos poetas, o desenho da vida pode ser um poema. Não se escreve só com palavras. Grava-se com o corpo, o gesto, a atitude. O comportamento, sartreanamente, com as escolhas globais.
Paulo Leminsky
19 nov
A edição de novembro do Projeto #1MinutoParaDança trilha ruas de Teresina para reencontrar um teresinense perdido na memória da cidade: Torquato Neto. Cruzando histórias, refazendo percursos, demarcando trajetórias.
Evidenciando um acentuado descaso com a memória do artista, o projeto objetiva estabelecer pontos de referência histórica, por meio das ruas que perfizeram a trajetória de boa parte da vida de Torquato, reapresentando à cidade o acervo imaginário que permeia a obra do artista.
A cidade reencontra a figura de Torquato Neto pelos movimentos da dança contemporânea produzida pela Cia. Luzia Amélia, que, reinventando artes e artimanhas, percorrerá as ruas, de mãos dadas com o mito.
O imaginário simbólico-criativo e as principais referências identitárias de Torquato Neto estão e sempre estiveram aqui em Teresina.
Suas lembranças passeiam, como ele mesmo adorava fazer, pelas calçadas, ruas, praças e coroas do rios. Torquato pertence à Teresina e esta, a ele pertence. Reforçar esses vínculos entre a cidade e seu irrequieto artista pode se tornar, para a dança contemporânea, uma proposta desafiadora. Como deslocar para o mundo da dança o universo de Torquato?
O artista que sempre transitou por vertentes outras da arte é investigado agora pela Cia. Luzia Amélia.
“A inocência não é desculpa.”
Torquato é uma expressão violenta de Teresina contemporânea, do corpo, do movimento, do cruzamento de linguagens, seu percurso vida/morte é vizinho nosso, há com certeza muito para se dizer sobre este teresinense.
Torquato está em trânsito, de passagem, em percurso, solto pelas ruas da cidade:
Ê, São João, ê, Pacatuba
Ê, rua do Barrocão…
[A Rua, Torquato Neto]
Convidados Mesa Redonda: Dia 27/11 às 16 h – Sesc Av. Maranhão
George Mendes / Kenard Kruel / Claudete Dias / Noronha Filho / Bugija Brito / Lena Rios / Arnaldo Albuquerque
Intervenção/Percurso: Dia 25/11 – 9 h – Ruas do Barrocão
30 out
A cidade desconstrói-se por meio desse projeto. O corpo é quem redesenha a cidade, repensa e recria seus espaços. Movendo-se sob os escombros da memória coletiva. Por entre o que compreendemos ser patrimônio cultural in/visível.
Irromper uma intervenção em dança no espaço da cidade no qual argumentamos ser o “antigo cemitério dos negros”, construtores de nossa cidade, significa desenterrar o silêncio, desapropriá-lo.
O corpo é a cidade, que coleta suas histórias e as personifica.
O que elaboramos no corpo como cidade está incompleto, a história de nossa cidade está enterrada sob o concreto.

Intervenção Edição de Outubro
26 out
No início da Av. Frei Serafim, ao lado da Igreja S. Benedito, onde hoje se enxerga um Posto de Gasolina, ficava o antigo cemitério dos negros dessa cidade.
23 out

Dançar afetos com a cidade: Pina Baush, Tanz Theater Wuppertal e Istambul escrito por Bianca Scliar Mancini em abril de 2009 e disponível no Idança, faz não apenas uma crítica tradicional ao trabalho de Pina, como a autora mesma faz questão de frisar, mas elabora um pensamento de interseção entre a dança com a cidade. Fazendo-nos repensar intensamente o que seria a minha cidade, o que elaboramos no nosso corpo como cidade, o que seria o corpo que ao tempo em que pertence também é pertencido?
Bianca Scliar nos traz questões novas e questões novas nos trazem sempre novos vocabulários corporais. Acredito que dançar afetos com a cidade é também ver [a cidade] de outra forma, é buscar outros nexos para o espaço que habitamos.
Luzia Amélia
17 out

Cia. francesa que abriu a Bienal
Citando Lya Luft, Clarice Lispector e Saramago, Paulo Linhares abriu oficialmente, como organizador, a VII Bienal de Dança do Ceará, falando para um Teatro José de Alencar super lotado. Além das cias. que se apresentaram naquele palco, uma tocante homenagem ao crítico e pesquisador Roberto Pereira, falecido em junho, marcou a noite.
10 out

Teresina,Piauí
Para Certeau, a cidade se cria a partir de seus encontros.
Propomos com o Projeto 1 Minuto Para Dança recriar espaços a partir do encontro do corpo com a cidade. Com a cidade a que aquele corpo-performance pertence. Encontrá-la é estimulá-la para o movimento, para a ação, para pensar questões que competem a todos, não somente às autoridades. Queremos dançar com a cidade e não somente na cidade.
Mas o corpo também é a cidade, que coleta suas impressões e as personifica. O corpo redesenha a cidade, repensando seus espaços. O espaço da cidade é produzido historicamente, é algo que as pessoas acrescentam valores e significados.
Luzia Amélia
25 set
A Cia. Luzia Amélia arrepiou mais uma vez o público com o seu trabalho através da dança contemporânea apresentando a temática da resistência do homem piauiense perante a seca e o encontro com os costumes populares. Segundo os presentes, uma experiência única que aumenta o desejo do retorno da Cia. ao litoral, em que a mesma, promete trazer seu novo trabalho chamado Mercado Central mas o evento ainda não tem data. Calma!
Vamos aproveitar ainda o encontro com a Dança do Calango. O evento foi uma realização da Cabaça Produções para atender ao seu objetivo de qualificar e quantificar os trabalhos realizados no litoral, por isso, além do espectáculo contou também com uma oficina para artistas com a Cia. teresinense no sábado pela manhã na Praça de Eventos Mandu Ladino. Aproveitamos para agradecer os parceiros do evento: Secretaria de Cultura de Parnaíba ( Fátima Carmino e equipe), Secretaria de Comunicação de Parnaíba, SEBRAE (Isabela Ribeiro e Elcio), SESC e o Sr. Gerivaldo Benicio pelo pronto atendimento a realização do evento.
Texto e Foto: Cabaça Produções
30 jul
A DANÇA DO CALANGO completa doze anos de estrada e se firma como um marco da dança piauiense.
O espetáculo percorreu importantes palcos do Brasil e Europa, encantando o público pela originalidade de suas coreografias, autenticidade de sua trilha sonora e simplicidade de seus figurinos e cenários.
Ágil e sinuoso, como um autêntico réptil da Caatinga, o espetáculo mostrou um fôlego inesgotável. Foram cerca de 600 apresentações.
E como se dissesse sempre “sim”, feito Calango, fez das adversidades uma nova oportunidade para trocar de pele. Cerca de 300 peças de figurinos foram recriadas ao longo das temporadas. 48 bailarinos fizeram parte do elenco desde a estréia em 1997.
A obra explora o universo do sertanejo nordestino, nos apresentando um bicho/homem/calango sob um olhar lúdico, onírico, como numa fábula.
A história do espetáculo se confunde com a evolução dos bailarinos, suas verdades gestuais, seus repertórios e vivências cênicas. Com o amadurecimento técnico e artístico da Companhia Luzia Amélia, seus discursos e ciclos estéticos.
31 mai
Um ensaio que leva a outro. Quem os assite indica sempre alguém, assim caminha o Projeto SANGUE.
Realizamos aquele que será o último dos ensaios abertos deste espetáculo. (Será?) Desta feita, a historiadora Áuera Paz, o ator Chiquinho Pereira, o professor Fify Bezerra e o poeta Paulo Machado…

Fify Bezerra e Paulo Machado