FOTOS por Jairo Moura
31 out
30 out
A cidade desconstrói-se por meio desse projeto. O corpo é quem redesenha a cidade, repensa e recria seus espaços. Movendo-se sob os escombros da memória coletiva. Por entre o que compreendemos ser patrimônio cultural in/visível.
Irromper uma intervenção em dança no espaço da cidade no qual argumentamos ser o “antigo cemitério dos negros”, construtores de nossa cidade, significa desenterrar o silêncio, desapropriá-lo.
O corpo é a cidade, que coleta suas histórias e as personifica.
O que elaboramos no corpo como cidade está incompleto, a história de nossa cidade está enterrada sob o concreto.

Intervenção Edição de Outubro
26 out
No início da Av. Frei Serafim, ao lado da Igreja S. Benedito, onde hoje se enxerga um Posto de Gasolina, ficava o antigo cemitério dos negros dessa cidade.
23 out

Dançar afetos com a cidade: Pina Baush, Tanz Theater Wuppertal e Istambul escrito por Bianca Scliar Mancini em abril de 2009 e disponível no Idança, faz não apenas uma crítica tradicional ao trabalho de Pina, como a autora mesma faz questão de frisar, mas elabora um pensamento de interseção entre a dança com a cidade. Fazendo-nos repensar intensamente o que seria a minha cidade, o que elaboramos no nosso corpo como cidade, o que seria o corpo que ao tempo em que pertence também é pertencido?
Bianca Scliar nos traz questões novas e questões novas nos trazem sempre novos vocabulários corporais. Acredito que dançar afetos com a cidade é também ver [a cidade] de outra forma, é buscar outros nexos para o espaço que habitamos.
Luzia Amélia
17 out

Cia. francesa que abriu a Bienal
Citando Lya Luft, Clarice Lispector e Saramago, Paulo Linhares abriu oficialmente, como organizador, a VII Bienal de Dança do Ceará, falando para um Teatro José de Alencar super lotado. Além das cias. que se apresentaram naquele palco, uma tocante homenagem ao crítico e pesquisador Roberto Pereira, falecido em junho, marcou a noite.
10 out

Teresina,Piauí
Para Certeau, a cidade se cria a partir de seus encontros.
Propomos com o Projeto 1 Minuto Para Dança recriar espaços a partir do encontro do corpo com a cidade. Com a cidade a que aquele corpo-performance pertence. Encontrá-la é estimulá-la para o movimento, para a ação, para pensar questões que competem a todos, não somente às autoridades. Queremos dançar com a cidade e não somente na cidade.
Mas o corpo também é a cidade, que coleta suas impressões e as personifica. O corpo redesenha a cidade, repensando seus espaços. O espaço da cidade é produzido historicamente, é algo que as pessoas acrescentam valores e significados.
Luzia Amélia